quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rir com o rio

Rio também é uma conjugação do verbo rir e sempre me pareceu uma palavrinha muito poética. Suas cores, azul, verde, vermelho e tantas outras que nem sei, pode remeter à concomitância entre ser constante e diverso ao mesmo tempo. O rio corre como o tempo, como o tempo ele às vezes para ou termina. Nesses dias de Rio+20 as pessoas parecem se dividir entre aquelas que gostam ou gostariam de conviver com os rios, banhar, pescar, admirar, refletir e aquelas para as quais o rio é indiferente desde que a companhia de água não interrompa sua distribuição e não cobre muito caro. Nisso, defender o rio parece um romantismo tolo e inconsequente, mas vale lembrar que o rio é um bem comum das pessoas e não é mais aceitável que alguns poucos se apropriem e destruam o que é nosso. Reconstruir a ideia de que a humanidade é mais importante que a lógica do sistema capitalista é mudar o curso do rio e nos reconciliar com ele.

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